Falta do teu abraço
Existem dias bons e outros menos bons. Dias que o pensar não existe e outros que é um vício.
Os anos passam mas não curam, não alivia, só nos relembrar a saudade a aumentar. São as datas que tornam nostálgicas as palavras que gostaríamos de ouvir, os gestos que nunca mais vimos, o som dos passos submissos. Sinto falta daquele abraço, da preocupação única, do teu cheiro e dos ensinamentos que me tornaram cada vez melhor como gente deste Mundo. São as datas familiares que se aproximam e, desta vez, por minha culpa. Por acrescentar mais 1, e completar 27 primaveras. São datas que nos fazem sentir um espaço vazio, uma perda que não desejamos de todo.
Em percursos matinais, habituais de um ritual comum a alguma população, como eu, existem momentos que as lágrimas percorrem o rosto sem serem convidadas, mas por a música mexer com a emoção do Ser humano e tocar na lembrança que algo se aproxima e que a falta se sente. Hoje foi o dia! Lágrimas companheiras de viagem, fazem perder o fôlego a vontade de ouvir a voz a acompanhar a letra, torna-se um caminho silencioso e enche-se o coração de dor e solidão. Guardo os nossos momento como únicos e especiais, os serões em que um dia a gargalhada nos fazia companhia, outros além da TV o uísque com gelo, mas em nenhum deles faltava a cumplicidade e a massagem nos meus pés de modo a sentir-me sentir protegida e pronta a adormecer. Não esqueço e não esquecerei, se assim me o deixarem.
Hoje serias tu a dizer "a minha menina está uma mulher". Seria ctg que pagava mais uma vela.
Tenho orgulho de quem sou e de onde venho.
Tenho orgulho de ser eu e contar o que tenho.
Sinto a falta do teu abraço, do teu cheiro e olhar.
Sinto a falta do teus gestos, passos e andar.
Sou feliz e não o deixei de ser.
Graças a ti e por tua filha ainda o ser.
Kiss**
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